sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Encontrado planeta orbitando uma estrela irmã gêmea do Sol

        A equipe usou o 'caçador de planetas' HARPS no telescópio de 3,6 metros do Observatório Europeu do Sul (ESO), em La Silla. Estes resultados foram complementados com observações de vários outros observatórios ao redo do mundo. 88 estrelas do aglomerado Messier 67 foram selecionadas e monitoradas ao longo de um período de seis anos, enquanto se observava os pequenos movimentos que revelam a presença de planetas em órbita.

Foto do aglomerado aberto Messier 67

         Este aglomerado de estrelas encontra-se a cerca de 2.500 anos-luz de distância, na constelação de Cancer (o Caranguejo), e contém cerca de 500 estrelas. Muitas das estrelas desse aglomerado são muito mais fracas do que as estrelas que o HARPS normalmente estuda, fazendo com que ele trabalhasse em seu limite.
         O primeiro destes planetas orbita uma estrelá notável, que tem a maior semelhança com o Sol já identificada, sendo quase idêntica, portanto, é considerada uma irmã gêmea.
         É a primeira gêmea do Sol, e foi encontrada em um aglomerado, e ainda possui um planeta orbitando ao seu redor. São grandes descobertas! Gêmeos solares, análogos ou tipo solar são categorias de estrelas de acordo com suas semelhanças com o Sol. Gêmeos solares são as estrelas mais semelhantes ao Sol, pois elas têm massas, temperaturas e abundâncias químicas muito semelhantes. Gêmeos solares são muito raros, já as outras classes, onde a semelhança não é tão precisa, são muito mais comuns.    "Estes novos resultados mostram que planetas em aglomerados estelares abertos são tão comuns como em torno de estrelas isoladas, porém, são mais difíceis de serem detectados", acrescenta Luca Pasquini (ESO, em Garching, Alemanha), co-autor do estudo. "Os novos resultados estão em contraste com trabalhos anteriores que não conseguiram encontrar planetas em aglomerados, mas está de acordo com algumas outras observações mais recentes. Continuaremos a observar este aglomerado para verificar como as estrelas com ou sem planetas diferem entre si no quesito massa e composição química".

Fonte: ESO / Dailygalaxy Créditos da foto:SDSS

Nasa divulga nova imagem da nebulosa de Orion

Aglomerado fica a 1.500 anos-luz de distância.
Imagem foi captada pelo telescópio espacial Spitzer.

Imagem da Nasa mostra a nebulosa de Orion (Foto: NASA/JPL-Caltech/Divulgação)
A  NASA divulgou  uma imagem capturada pelo telescópio espacial Spitzer da Nebulosa de Orion, localizada a cerca de 1.500 anos-luz de distância. Com ajuda de raios infravermelhos, o telescópio conseguiu captar imagens e cores de astros de 40 anos-luz de toda a região.Os pontos em vermelho revelam as estrelas em processo de formação, enquanto que a parte mais brilhante da nebulosa mostra o Trapézio Cluster, onde ficam as estrelas jovens de Orion.

Imagem da Nasa mostra a nebulosa de Orion (Foto: NASA/JPL-Caltech/Divulgação)Fonte:G1

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Confirmada a descoberta do primeiro cometa brasileiro

Ao que tudo indica, o dia 16 de janeiro entrará para a história da astronomia brasileira. Utilizando um telescópio instalado no interior de Minas Gerais, um grupo de brasileiros conseguiu detectar e confirmar a descoberta do primeiro cometa brasileiro.

Cometa Brasileiro C/2014 A4 SONEAR


Batizado de C/2014 A4 SONEAR, o objeto foi descoberto pelos astrônomos brasileiros Cristovão Jacques, Eduardo Pimentel e João Ribeiro de Barros a partir de imagens feitas no dia 12 de janeiro de 2014. Os registros foram obtidos através de um telescópio de 450 milímetros instalado no observatório SONEAR, localizado na cidade mineira de Oliveira.
A detecção do objeto foi primeiramente submetida à União Astronômica Internacional, IAU, e diversos pesquisadores, amadores ou profissionais, passaram a estudar e fazer as medições (astrometria) do novo objeto antes que a descoberta fosse confirmada.
Em 13 de janeiro, um dia após a detecção inicial, os astrônomos Ernesto Guido, Nick Howes e Martino Nicolini, ligados ao Observatório Remanzacco, na Itália, coletaram 19 imagens a partir de um telescópio robótico instalado em Siding Spring, na Austrália, confirmando a existência de uma pequena coma ligeiramente elongada no sentido norte-este.
Outra série de 25 exposições feitas no dia 14 de janeiro também confirmou que o objeto descoberto era de fato um cometa, com uma difusa coma de 8 arcosegundos de diâmetro.
Finalmente, após 3 dias de observações, em 16 de janeiro de 2014 a União Astronômica Internacional confirmou a descoberta dos astrônomos brasileiros, batizando oficialmente de C/214 A4 SONEAR o primeiro objeto desse tipo descoberto no Brasil.
De acordo com os recentes elementos orbitais, C/214 A4 SONEAR é um cometa de orbita parabólica, provavelmente originado na nuvem de Oort. Quando detectado, se encontrava a cerca de 5.68 UA da Terra e 6.33 UA do Sol. (UA=Unidade Astronômica, equivalente a cerca de 149.5 milhões de km). Sua orbita é altamente inclinada em 121 graus e atingirá o periélio em 11 de setembro de 2015, quando passará a 3.82 AU do Sol, cerca de 571 milhões de quilômetros.
A descoberta do cometa foi feita a partir de imagens coletadas com câmera CCD acoplada a um telescópio de 450 milímetros de diâmetro, cujo espelho também foi fabricado no Brasil, pelo especialista em óptica Sandro Colleti.

Foto: Imagem feita pelos astrônomos Ernesto Guido, Nick Howes e Martino Nicolini mostram o cometa C/2014 A4 SONEAR em 14 de janeiro de 2014. Crédito: Observatório Remanzacco, Apolo11.com.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Uma chuva de meteoros do cometa ISON?

         O tão aclamado "cometa do século", o cometa C/2012 S1 ISON não seguiu sua jornada como todos esperavam, e o grande espetáculo que ele poderia causar nos céus não aconteceu... Bom, ISON ainda pode ter mais um 'truque-cósmico nas mangas'. Nessa semana, poderemos ter privilégio de observar uma chuva de meteoros originária dos fragmentos de ISON.
         O cometa ISON não cansa de estar na mira dos holofotes, ou melhor, dos observadores da Terra. Desde o início, logo quando vimos a desintegração de ISON, já se falava de uma possível chuva de meteoros que poderia iluminar o céu noturno, porém, é quase impossível prever a intensidade de uma chuva sem um histórico, afinal, essa seria a primeira, e talvez a última chuva de meteoros do cometa ISON.
         O que sabemos é: ninguém verá nada... se não tentar. Se alguma chuva de meteoros de ISON vier a acontecer, será na noite do dia 15 para o dia 16 de janeiro.  Isso ocorre porque a Terra vai atravessar o plano orbital do caminho de ISON, por volta das 02h00 UT (11h00 do dia 15 no horário de Brasília). No ano passado, ISON passou a 3.300 mil km da órbita da Terra, e no início de 2013, estimava-se que ISON deixava um rastro de poeira a uma taxa de aproximadamente 51.000 Kg por minuto.radiante onde quaisquer fragmentos de ISON poderiam surgir, fica próximo da estrela Eta Leonis, constelação de Leão. Robert Lundsford da Sociedade Americana de Meteoros informou em uma postagem recente que qualquer meteoro relacionado ao cometa ISON entraria em nossa atmosfera com velocidade aproximada de 51 quilômetros por segundo, com uma duração visível de menos de um segundo.
       Devemos nos lembrar que teremos a Lua Cheia na mesma noite. A possível chuva de meteoros de ISON deve acontecer na constelação de Leo (Leão), e a Lua Cheia estará na constelação de Gemini (Gêmeos). Apenas 32 graus de distância do possível radiante! Apesar de ser a Mini-Lua de 2014, ainda assim, ela deve ofuscar bastante.
         Mesmo com todos esses empecilhos, observar um último show proveniente de ISON seria fantástico.Como se não bastasse, pesquisadores calculam que no dia 24 de maio a Terra poderá encontrar detritos deixados pelo cometa 209P LINEAR. Essa seria uma outra chuva de meteoros surpreendente... porém, só nos resta esperar.Fonte: Universetoday 
Imagem: Stellarium. Na image, veja o local onde os meteoros poderão se originar.

Mini-Lua de 2014

   As circunstâncias para a " Mini -Lua de 2014 " são excepcionais. A primeira Lua Cheia do ano ocorre na noite de 16 de Janeiro, às 04h52 do horário universal (UT). Será apenas 2 horas e 59 minutos após a Lua atingir o apogeu, quando estará a 406.536 km de distância da Terra. Esse não será o apogeu mais distante do ano de 2014, mas é quase, pois a Lua estará apenas 32 Km mais próxima do que no dia 28 de julho de 2014. O apogeu pode variar de 404 mil para 406,7 mil km, e o apogeu deste mês será apenas 164 quilômetros mais próximo do que o apogeu mais distante.
 
      Este ano, a Mini-Lua acontece muito próxima do horário exato do apogeu. A última vez que essa "coincidência" foi superada, foi na Lua Cheia de 18 de novembro de 1994! E a próxima Mini-Lua que irá superar essa de 2014 só acontecerá em 13 de maio de 2052! A Lua terá um tamanho aparente de apenas 29 '23 " na noite de quarta-feira, lembrando que seu valor mínimo é de 29 ' 18 ". Isso é quase 5 minutos de arco menor do que a maior " Super-Lua" possível.
E a Super-Lua?

         Bem, em 2014 teremos três Luas Cheias que coincidirão com o perigeu, a partir de 15 de julho e terminando no dia 8 de setembro. A Super-Lua mais notável de 2014 será no dia 10 de agosto, quando o perigeu acontece 27 minutos antes do total da Lua Cheia.
Fonte: Universetoday e Galeria do meteorito 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Sonda europeia deve pousar sobre cometa 67P/CG neste ano

No próximo dia 20 de janeiro a sonda espacial Rosetta deverá sair do estado de hibernação e iniciar a fase final de aproximação do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. A sonda deverá orbitar e lançar sobre o cometa um pequeno robô de 100 quilos que pousará na superfície gelada.
 
Lançada em março de 2004 a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, a sonda Rosetta está programada para atingir seu objetivo em agosto de 2014, quando passará a orbitar o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko a uma altitude mínima de apenas 25 km.

Após estudar o cometa e encontrar um local adequado, a nave europeia lançará em direção a 67P/CG o robô Philae, de 100 quilos, que estudará o cometa a partir de sua superfície. O pouso do robô está programado para novembro de 2014 e segundo os responsáveis pelo projeto, essa é a mais complexa exploração de um cometa jamais vista.
Desde que foi lançada, Rosetta já orbitou o Sol por cinco vezes. Em setembro de 2008 a nave sobrevoou o asteroide 2867 Steins e em julho de 2010 atingiu as proximidades do asteroide 21 Lutetia.
Para atingir seu objetivo a sonda recebeu algumas "estilingadas gravitacionais" da Terra e de Marte, que a ajudaram a ganhar velocidade. A primeira vez foi em 4 de março de 2005, quando nosso planeta estilingou a sonda em direção a Marte, que a mandou de volta em 25 de fevereiro de 2007.
Sonda Rosetta
O Cometa
O cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko tem um núcleo de 4 quilômetros de largura e orbita o Sol a cada 6.6 anos. Em seu afélio, ponto de maior afastamento do Sol, sua distância chega a atingir 857 milhões de quilômetros, enquanto seu periélio, menor distância da estrela, é de 186 milhões de quilômetros, um pouco mais que a distância da Terra ao Sol.
O cometa foi descoberto em 1969 por Konstantin Churyumov, da Universidade de Kiev, na Ucrânia e seu colega S. Gerasimenko, do Instituto de Astrofísica do Tadjiquistão.
Uma vez liberada a sonda, a nave Rosetta passará dois anos orbitando o cometa, que retorna em direção ao Sol. Ao mesmo tempo a nave que recebe os dados enviados de sua superfície.
A missão termina em dezembro de 2015, após a nave passar novamente próximo à Terra e ter completado 4 mil dias no espaço.
Artes:Concepção artística mostra a sonda em órbita do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Créditos: ESA, Apolo11.com.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Tempestade atinge a Terra e causa auroras no hemisfério norte

A ejeção de massa coronal lançada ao espaço no último dia 7 não foi tão forte e não elevou o índice KP a níveis extremos como o previsto, mas provocou belas auroras polares nas regiões de latitudes mais altas do planeta.
Aurora Boreal na Noruega
O choque das partículas foi bem mais fraco do que o previsto pelos modelos matemáticos, que mostravam um impacto quase frontal da massa coronal. Algumas previsões alertavam para uma elevação intensa do índice KP, que poderia chegar até o nível 8, capaz de causar problemas graves em sistemas de distribuição de energia em localidades do hemisfério norte.Embora a intensa ejeção de massa coronal (CME ) não tenha provocado uma tempestade geomagnética intensa, foi capaz de disparar uma série de auroras polares em diversas regiões do extremo norte da Europa e circulo polar ártico, como Noruega, Suécia e Finlândia.Apesar de o impacto ter sido pouco intenso, a tempestade geomagnética ainda está em andamento e o índice KP, que mede a instabilidade da ionosfera, ainda pode se elevar nas próximas 24 horas.

Arte: Maravilhosa aurora boreal registrada em Tromsø, Noruega, em 9 de janeiro de 2014. O evento foi provocado pelo choque das partículas carregadas, ejetadas da região ativa AR1944. Crédito: Harald Albrigtsen, Apolo11.com.

Mancha Solar explode e lança partículas em direção à Terra

A gigantesca mancha solar AR1944 produziu um poderoso flare na tarde de terça-feira (07/01/14), ejetando em direção à Terra uma grande quantidade de partículas carregadas que deverão atingir o planeta. A intensa ejeção de massa coronal (CME) ocorreu às 18h30 UTC e gerou um pico de raios-x que atingiu o nível X1, dentro da qualificação das emissões intensas.

 A maior parte das partículas ejetadas seguiu na direção sul do Sol e se dispersará no espaço,  mas uma quantidade bastante densa de material ionizado se chocará contra a Terra nas  primeiras horas de quinta-feira. De acordo com a previsão de clima espacial, o choque contra a  ionosfera poderá elevar o índice KP até o nível 8, considerado bastante severo e capaz de gerar  elevadas correntes induzidas em linhas de transmissão, principalmente em localidades de  latitudes elevadas.
 A mancha é tão grande que se enfileiradas caberiam cerca de 10 planetas Terra em seu interior.  Neste momento, ela se encontra no meridiano central da estrela, se deslocando em sentido leste  devido ao movimento de rotação do Sol. Devido às características magnéticas bipolares  complexas, novos flares de raios-x e ejeções de massa coronal deverão ocorrer nessa região  ativa nos próximos dias, com possibilidades de também serem dirigidas à Terra.

 Artes: no topo, grupo de manchas solares AR1944 responsável pela forte CME que se dirige em direção à Terra. No canto esquerdo a mancha pode ser vista no centro da estrela. No lado direito vemos a região registrada pelo astrofotógrafo Tommaso Martino. Créditos: Nasa, Tommaso Martino, Apolochannel, Apolo11.com.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Semana Mundial do Espaço em Fortaleza!!!

Equipe do Observatório Otto de Alencar organiza evento para participar da Semana Mundial do Espaço! 



A Semana Mundial do Espaço ou World Space Week é o maior evento internacional público dedicado ao espaço, com comemorações em mais de 60 países.
O evento objetiva educar as pessoas ao redor do mundo sobre os benefícios que elas recebem a partir do espaço, despertar os jovens para a ciência e incentivar a cooperação internacional, relativa a educação e divulgação das ciências espaciais.

COMO PARTICIPAR:

-Realize uma ou mais atividades (em classe ou extraclasse -veja algumas sugestões abaixo) de divulgação científica relacionadas a Astronomia ou a Exploração do Espaço, durante a Semana Mundial do Espaço - de 04 a 10 de outubro; e

-Registre a(s) atividade(s) no website internacional da World Space Week (Semana Mundial do Espaço) em http://www.worldspaceweek.org/wsw/index.php?option=com_content&view=article&id=101&Itemid=152.

Além de receber um certificado de participação (com ou sem carga horária relativa a atividade desenvolvida) da World Space Week 2013, , o professor concorrerá a pacotes de brindes contendo:

- 01 meteorito (fragmento de pedra espacial, com certificado de autenticidade);
- 01 DVD duplo "A História do Telescópio";
- 01 poster internacional da WSW 2013;
- 01 exemplar do livro "Fascínio do Universo";
- 01 planisfério celeste rotativo ou 01 DVD "Europe To The Stars" do European Southern Observatory (ESO).

sábado, 21 de setembro de 2013

Representante do Observatório Otto de Alencar em matéria no caderno Ciênci&Saúde do jornal O Povo.

Aluno da UECE e membro do Observatório Astronômico Otto de Alencar e do Clube de Astronomia de Fortaleza - CASF, Luidhy Santana ( foto), cedeu entrevista para Jornal O Povo, o jornal fez uma matéria comemorativa aos 60 anos da morte de Edwin Hubble, cientista responsável por marcos fundamentais na Astronomia. A matéria também conta com alguns nomes da Astronomia no Ceará, como Demerval Carneiro, diretor do Planetário Rubens de Azevedo, em Fortaleza.  
A matéria completa sairá Domingo, 22/09.